Meu primeiro Dactar que não era meu?

Autor: Roberto Lucrezia

Lá pelos anos 80, provavelmente entre 86 e 88, ao receber meu pai chegando do trabalho como sempre, sou surpreendido ao ver ele tirar de dentro de sua jaqueta de couro (possuía moto na época) um vídeo game. Ele volta e meia trazia alguma coisa bacana nessa jaqueta, parecia uma cartola, pois até um papagaio saiu dela. Eu mal entendia que era um clone de Atari, um Dactar. Com ele um joystick e o cartucho Q*bert.

Jogamos praticamente a noite inteira e madrugada a dentro apesar de apenas 1 jogo, ambos fomos aprendendo a mecânica do jogo na raça e que apesar de sua simplicidade foi um momento único que guardo muito bem na memória até hoje. Fui dormir feliz da vida afinal já no primeiro dia jogamos muito, e mal podia esperar para o dia seguinte.
Ao acordar pela manhã não encontro mais o console instalado na TV e pergunto para minha mãe, cadê o meu vídeo game?

Resposta dela: “Seu pai pegou emprestado com um amigo de trabalho, e teve que devolver.”

Enfim, tive um Dactar por uma noite apenas, não me recordo se demorou muito mais para ele comprar, mas pra mim foi uma eternidade. O Dactar de uma noite marcou muito mais a minha infância do que o posterior, talvez por aquele momento único jogando com meu pai, fato que só se repetiu quando conseguimos comprar um Mega Drive, mas isso fica para uma outra história.

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